Rinoplastia – A cirurgia plástica da harmonia

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Dr. André Colaneri

Cirurgia Plástica
Dr. André Colaneri

Rinoplastia – A cirurgia plástica da harmonia

     Todos sabemos da grande importância estética do nariz. Ele praticamente define nosso perfil, impõe a característica estética da face (delicada, imponente, rústica, etc). Isso torna a rinoplastia uma cirurgia plástica de grande potencial transformador.

Mas como ficará o meu nariz depois da cirurgia, posso escolher? Esta é uma pergunta muito freqüente em meu consultório e para respondê-la vamos ponderar alguns fatores.

Por fazer parte de um contexto facial, nem todo nariz combina com todo tipo de face. Ou seja, o nariz de uma modelo pode ficar feio em outra modelo, apesar de serem as duas bonitas. Um nariz esteticamente incompatível pode comprometer toda a beleza facial. Isso, por um lado nos permite harmonizar o nariz à face e potencializar a beleza do paciente, mas por outro lado nos impõe certos limites à cirurgia. Pacientes longilíneos, de rosto comprido e angulados não combinam com nariz pequeno e arrebitado, por exemplo.

Outra limitação que temos, e esta imposta pelo próprio paciente, é a genética, as características da pele, osso, cartilagem, etc. Este material pode ser modelado pela cirurgia, mas não modificado. Uma pele grossa, continuará grossa depois da cirurgia e isso nos impõe restrições, nunca será igual a um nariz de pele fina.

Tendo em vista estes fatos, podemos concluir que não é possível escolher o nariz que queremos, mas podemos ter o nariz possível, dentro das limitações genéticas, estéticas e técnicas de cada cirurgia. Está é uma das razões que não vejo com bons olhos programas de computadores que “corrigem o nariz e prevêem o resultado da cirurgia”. Primeiramente, um programa de computador é, no fim das contas, uma formula matemática. Ele corrigirá todos os narizes pela mesma fórmula. Mas como corrigir coisas geneticamente diferentes (pele, osso cartilagem) como se fossem iguais? Elas não responderão à cirurgia da mesma forma. Logo, creio não serem fidedignos. E, mesmo que fossem, não há certeza que o cirurgião obteria aquele resultado, assim como o pacientes recuperaria da cirurgia da mesma forma.

Interessante é notar, que no inicio das rinoplastias, a técnica usada era de redução do nariz. Retirava-se osso e cartilagem e o resultado era um nariz pequeno e geralmente arrebitado. Muitos como problemas respiratórios depois. A rinoplastia moderna visa a harmonização do nariz à face, é freqüente o uso de cartilagem para modelar, sustentar e definir o nariz. Reduz-se menos, modela-se mais. Como isso, as cirurgias obtiveram um resultado mais natural, harmônico e funcional (atentes de ser bonito o nariz precisa respirar bem!).

Vale ressaltar que para ser especialista em cirurgia plástica, o cirurgião deve ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a qual supervisiona a longa e extensa formação dos 11 anos de estudos obrigatórios para alcançar o título de Especialista em cirurgia plástica.

Dr. André Gonçalves de Freitas Colaneri
Cirurgião Plástico Especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica