Quelóide – A cicatriz tão temida

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Dr. André Colaneri

Cirurgia Plástica
Dr. André Colaneri

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Quelóide – A cicatriz tão temida

     Grande parte dos pacientes que vêm ao consultório julgam ter o temido quelóide. Mostram uma cicatriz clara, plana, levemente alargada, às vezes tortuosa, e pouco estética. Felizmente, na maioria dos casos não se trata de quelóide.

Nem toda cicatriz feia é quelóide. O verdadeiro quelóide é uma cicatriz grossa, em alto relevo, endurecida, avermelhada e que freqüentemente apresenta coceira ou dor. Costuma surgir a partir de 14 a 21 dias da lesão (trauma ou cirurgia), inicia como uma cicatriz avermelhada que se torna cada vez mais elevada, com coceira intensa, e que aos poucos vai se estendendo além dos limites iniciais da cicatriz. Essa última é a característica mais marcante do quelóide, ultrapassar o limite da cicatriz original. Tem maior prevalência em negros e asiáticos e afeta preferencialmente áreas de pele espessa e tensa, como os ombros, as costas, a área entre as mamas. Apesar de não se enquadrar nestas características, a orelha também é área freqüentemente acometida. O quelóide não costuma apresentar involução com o tempo, ficando sempre com volume exacerbado e inestético.

Muito parecida e freqüentemente confundida com o quelóide é a cicatriz hipertrófica. Também em alto relevo, avermelhada, apresentando coceira, de inicio nas primeiras semanas de cicatrização, este tipo de cicatriz fica delimitada à cicatriz original, não se estendendo além dela. Menos intensa que o quelóide, tem evolução favorável, com o tempo (meses) vai clareando e aplainando, acabando como uma cicatriz plana, muitas vezes alargada. Acomete todo tipo de raça, e tem predominância em áreas onde a pele está tensa.

Quelóide – A cicatriz tão temida

Antes de qualquer cirurgia, o cirurgião deve avaliar o risco de quelóide do paciente, através dos antecedentes pessoais e familiares, assim como da avaliação do tipo racial e de pele. Porém, caso aconteça a infelicidade da cicatriz evoluir para um quelóide, o cirurgião plástico tem um arsenal de formas para combatê-lo. Desde cremes, adesivos de corticóide, injeções, placas de silicone, até um tipo de radioterapia especifica para a pele, chamada de Beta-terapia.

Para quem já tem o quelóide formado, o melhor é retirá-lo com cirurgia e logo em seguida fazer a Beta-terapia. Desta forma, a imensa maioria dos casos tem bons resultados.

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Dr. André G. Freitas Colaneri
Especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica