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Pintas – Quando se preocupar?

     Estas lesões coloridas na pele sempre chamaram atenção sobre sua possível transformação em câncer de pele. Ainda mais nos dias de hoje, com o sol cada vez mais forte, pela redução da camada de ozônio.

     Mas quando precisamos mesmo nos preocupar? Todas as pintas são perigosas?

     Não. Na verdade poucas são. Porém, a potencialidade de um câncer de pele deve ser levada a sério.

     Há três tipos mais freqüentes de câncer de pele. O mais comum, o carcinoma basocelular (CBC), é um tipo de câncer que não dá metástase. Porém, cresce e vai invadindo a pele progressivamente. Não advém de nevus (pintas). É uma lesão que surge na pele, geralmente avermelhada, de bordas irregulares, levemente mais endurecidas e claras (peroladas).



     O carcinoma espinocelular (CEC) é o segundo câncer de pele mais freqüente. Ele pode dar metástase. É uma lesão também irregular, avermelhada, mas sem as bordas peroladas. Também não decorre de uma pinta.



     O melanoma é o terceiro câncer de pele mais freqüente. Ele sim pode evoluir de uma pinta, principalmente do nevus displásico. Pode dar metástases pelo sangue ou pelos gânglios e é muito agressivo. O diagnostico deve ser precoce, para dar tempo de curá-lo. Geralmente se apresenta como uma lesão escura, assimétrica, de bordas irregulares, e coloração de diferentes tonalidades. Toda pinta que muda de característica (ex: cor ou cresce ou coça ou sangra) deve ser examinada prontamente por um dermatologista e se necessário retirada pelo cirurgião plástico.



     Didaticamente a regra do ABCD pode nos ajudar a identificar um melanoma:

     A: Assimetria da lesão (lesões simétricas, arredondadas, geralmente são benignas).
     B: Bordas irregulares
     C: Coloração de mais de uma tonalidade, não homogênea
     D: Dimensão maior que 6mm ou mudança de tamanho.

     Para prevenir do surgimento de câncer de pele, é fundamental evitar a exposição solar excessiva, usar protetor solar frequentemente (a cada 4 horas, fator 15 ou mais) evitar de fumar. Como o fator genético é importante, familiares que tenham casos na família devem redobrar os cuidados e fazerem acompanhamento periódico com o dermatologista.

Dr. André Gonçalves de Freitas Colaneri
Cirurgião Plástico Especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica